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Luthiana
Sombras do Nada
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| Últimas palavras... |
| 07.12.05 (7:16 pm) [edit] |
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Ainda não me sinto confortável para escrever aqui. Ainda não entendi o que foi que aconteceu. Ainda não acredito que tudo não passou de uma ilusão.
Ainda não...
Os problemas de mente adentro tomam forma e se revelam na natureza física. Mas mesmo com tantas barreiras, foi feito tudo que devia ser feito. Talvez não como planejado, mas está terminado. É o fim. Um fim. Não acredito em nada absoluto...
Eu só não entendo porque a luz não se apagou. Não sei se é porque ainda não entendi o que aconteceu, mas não estou sentindo ainda... Ainda não...
Escrevo mais uma página da minha vida. Uma vida não muito agradável, pelo menos nos últimos tempos. Termino com mais uma fase confundida... Vou retornar ao vale perdido, o vale da sombra do nada... É o que me restou... Irei pensar, há muitas coisas que devem ser resolvidas, muitas coisas confundidas, muitas coisas... Preciso arrumar tudo...
Verdade é que me sinto só. Uma solidão que não tem medida. Eu queria árvores coloridas, agora elas nem mesmo folhas têm...
Adeus oh Grande Mistério! Vou entrar... Depois eu penso nessas coisas... Vou entrar, porque há muito o que fazer dentro... Há muito o que pensar, mas só sobre pensar.
Um brinde a toda essa confusão!
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| Finis adest rerum? |
| 07.10.05 (7:17 am) [edit] |
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Muitas vezes eu chego a essa conclusão: Vou acabar com tudo! Mas acredito que nunca fiz verdade disso, talvez parcialmente, mas nunca completamente. Não é assim tão fácil tomar atitudes quando você está certo de que isso pode mudar sua vida. Uma mudança brusca e talvez dolorosa, mas que, independente do resultado, só tem aprendizado a trazer, e isso contando com o crescimento pessoal como um dos efeitos. Muitas vezes eu quis acabar com tudo. Mas só agora vejo que estou mais próximo disso do que nunca. E levarei isso até o fim.
Só não entendo: porque algumas decisões e ações implicam em abrir mão de certas coisas? Essas 'certas coisas' são abstratas e não são pequenas. Farão falta, com toda a certeza, dependendo do fim que issu tudo tiver. Mas eu tinha que tomar uma decisão. Da maneira como meus dias estão eu não posso continuar. É melhor destruir a incerteza e arriscar 'certas coisas', para então prosseguir meu caminho, ou encontrá-lo [uma vez que desconheço o chão onde piso].
Já pensei e escrevi textos que falavam sobre as Últimas Palavras dessa fase [Raza Raba], mas não foram como estas. O que quero dizer é que esse é meu penúltimo texto. Depois deste, o resultado: as verdadeiras Últimas Palavras. Antes delas, foram apenas decisões preciptadas e não o suficiente pensadas.
Só desejo que o plano dê certo. Só peço ajuda Dele.
"Finis adest rerum", trad.: O Fim das coisas.
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| Minha vida |
| 06.12.05 (7:23 pm) [edit] |
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Larguei o resto da rotina daquela vez, Para sair andando sem saber o caminho nem onde iria chegar Era noite, fazia um frio danado Mas eu não estava pensando nisso Minha cabeça viajava pra outros lugares
Eu pensava em tudo ao mesmo tempo Eu estava confuso e perdido dentro de mim
Assim como procurava entender o porque de sair andando sem rumo Buscava encontrar o que dentro de mim me fazia sentir mal Assim como percebi que estava voltando pro mesmo lugar de onde parti Percebi que era isso que eu estava fazendo com a minha vida
Agora eu sei que devo escapar do ciclo Qual a diferença entre conhecer a saída e sair? Eu pensava em tudo ao mesmo tempo Eu estava confuso e perdido dentro de mim
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| Coma |
| 06.09.05 (6:19 pm) [edit] |
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Eu quis descer correndo uma rua, sentindo o vento batendo no rosto Quis fechar os olhos
Eu via uma floresta, um céu azul Deitei na grama pra ver o sol passando por entre as folhas das árvores, calmamente agitadas pelo vento Porque estou com tanta dor de cabeça?
Eu via paz, equilíbrio, tudo me agradava Não precisava sair dali nunca, o tempo não passava mais contra mim Só o que me incomoda é essa dor de cabeça...
Não tenho mais noção do que é passado ou presente Pra mim todo passado é presente Só o futuro não faz parte de mim, mas de meus desejos
Eu senti uma presença, uma voz me chamava O dono da voz me puxou, com tanta força que não pude fazer nada contra E a dor de cabeça passou
Eu quis descer correndo uma rua, Eu quero ir para o lugar onde as árvores derrubadas renascem
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| Acabou? |
| 06.05.05 (5:12 pm) [edit] |
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Só confirmei o que eu já sabia mas que eu não queria acreditar Não precisava ser assim
Agora eu sinto frio, sinto medo Tenho vontade de fugir
Não sei porque começei isso Não sei porque isso terminou É tão simples dizer "eu te amo" e é tão simples cair no chão
Agora eu sinto muito frio Eu quero ficar sozinho Eu sabia que isso tinha seus extremos Que podia ser extrememente feliz Ou extremamente triste
Me sinto mais só do que nunca Com mais medo do que nunca Mais triste do que nunca Me sinto como se estivesse no final de uma música
Não tenho raiva de você Eu tenho raiva de mim Eu me senti bem com você Foram os melhores momentos da minha vida E agora os piores
Um amigo me alertou "Cuidado pra não perder pelo menos a amizade" Eu perdi TUDO!
Eu sabia que seria uma montanha russa Ela estava subindo, atingiu um lugar alto E agora está caindo... E sinto que os trilhos acabaram
Estou perdendo a vontade de viver...
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| Violino |
| 06.05.05 (7:54 am) [edit] |
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Eu fui para um castelo de ilusões Procurar as respostas dos meus questionamentos Apesar das altas grades, entrei sem perceber Mas se a campainha fica do lado de dentro, Como souberam que eu entrei?
Fui encontrar um mago amigo meu Sábio da vida e da mente humana Mas ele não podia me dizer nada certo Ele falava algo sobre um violino Era como se ele me dissesse algo sobre o tempo "Espera, amigo, e me conte depois"
Da mesma maneira que entrei, saí do castelo Sem perceber e sem ser percebido Foi só mais uma ilusão que não entendi Perdi meu sono por uns instantes "Isso para que você se lembre depois"
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| Não era pra ser assim... |
| 06.01.05 (8:42 pm) [edit] |
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As minhas armas não são de ferro e fogo Não acredito mais no falso poder Tenho raiva do mundo dos singulares Sou eu que falo baixo ou eles que estão surdos? Não era pra ser assim...
Eu estou junto com você na raiz do problema Mas não me faça acreditar na solução mais fácil Eu tenho vergonha quando tento olhar nossa casa por cima quando vejo tudo que criamos juntos, tenho raiva Mundo forjado ao sangue dos inoscentes
Somos adolescentes rebeldes. Achamos que podemos tudo e nunca morreremos. É triste pensar que nossa própria casa pode não nos querer mais Mas vozes nos avisam a todo instante sobre isso Elas são baixas ou somos nós que estamos surdos? Não era pra ser assim...
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| Choque |
| 06.01.05 (7:50 pm) [edit] |
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Apague a luz quando sair, e não olhe para trás Esqueça tudo q ue um dia eu pude deixar no seu caminho Esqueça de mim, não é difícil... Eu tou mal agora, eu quero ficar sozinho por um tempo... E até que eu me liberte dessas correntes, eu não quero ver ninguém
Eu sempre estive preso, jogado em um lugar desconhecido Era como se eu sangrasse sem sentir dor, Como se eu estivesse anestesiado, gozando de sensações falsas Mas só agora eu pude enxergar isso Eu tou mal agora, eu quero ficar sozinho por mais um tempo... E até que eu me encontre, eu não quero ver ninguém
Eu enxergo o que fui, e não acredito no que sou Eu tou mal agora, eu quero ficar sozinho...
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| Tão simples... |
| 05.30.05 (8:29 pm) [edit] |
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Quero sentir o vento em meu rosto Ver o verde das árvores Ver o azul do céu
Quero ver vida onde já se desacredita Quero ver cor onde o cinza impera Quero ver amor, muito amor
Sair correndo sem destino Rir a toa, sem motivo Gritar, mas gritar felicidade Chorar lágrimas de emoção
Quero uma presensa amiga Quero várias presensas amigas Quero que sintam o vento Que vejam o verde das árvores Que vejam o azul do céu Quero que corram comigo Que riam comigo Que gritem comigo Que se emocionem comigo Que amem, amem muito
E quero que tudo isso não seja só palavras...
Quero a vida, E não há nada mais simples no mundo do que isso!
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| Porque? |
| 05.24.05 (8:37 pm) [edit] |
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Ahh Porque?
Porque é tão difícil escrever? A ansiedade não dá trégua... Não posso pensar em outra coisa
Será que é só comigo essa sensação? Porque não consigo ver estrelas ainda? Porque não consigo sorrir tranquilamente? Porque os dias parecem demorar a passar? Se antes eu nem os via...
Ahh Porque?
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| E se eles realmente souberam da verdade?? |
| 05.08.05 (7:29 am) [edit] |
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"Profetizaram que durante estes anos [1992-2012], manchas e vento solar cada vez mais intensos apareceriam no Sol, e que seria um período de grande aprendizado, onde a nossa própria conduta de depredação do planeta contribuiria para que estas mudanças acontecessem. Predisseram que desde essas datas as forças da Natureza seriam o catalisador de uma série de mudanças de tal magnitude que o homem se verá impotente para contê-las. Isso ocorrerá para que compreendamos como funciona o universo, e para que avancemos a níveis superiores de consciência, deixando para trás o materialismo e nos libertando do sofrimento e egoísmo. Nossas instituições, sistemas e crenças serão abalados. O individualismo será a tônica, para que brote espontaneamente a união. O mundo velho ruirá, para dar lugar ao mundo novo."
Profecias Maias - Artigo original
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| Domingo! |
| 05.03.05 (7:58 pm) [edit] |
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Ahh domingo, Que dia maravilhoso Que companhia maravilhosa Muito mais do que eu esperava
Ainda me sinto ansioso As vezes com mais medo ainda Mas no fundo é uma felicidade, Uma felicidade sem dimensão
Agora eu páro e penso, Mudando de assunto. Porque eu escrevo em versos Se os versos não são versos, Se a tentativa de poesia, Na verdade não é poesia? Nem rimas, nem metrificação Nem figuras de linguagem Só palavras, e mais palavras Ahh, e sentimento Talvez não o mesmo tanto O mesmo tanto que tenho aqui É que as palavras, elas são limitadas Elas são uma tentativa Uma tentativa de facilitar um entender Como os números podem expressar movimentos As palavras podem expressar sentimentos PERAÍ!!! Percebeu os dois últimos versos?? Saiu uma figura de linguagem e uma rima E foi sem querer!
Ahh, mas voltando a pauta Domingo foi um dia muito especial Espero que marque uma nova vida Um novo rumo pra minha e outra
Eu só tenho a agradecer-Te Fui ouvido, recebi uma chance E estou indo atrás!
Só o que não me agrada é o teor não-poético destas palavras Tentarei, na proxima, algo mais abstrato!
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| Primeiro passo... |
| 04.27.05 (8:21 pm) [edit] |
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Alto lá! Eu ainda estou vivo, Mais ainda agora... Sinto como se estivesse no topo de uma montanha russa Uma montanha russa sem descida...
Hoje eu recebi um convite Mas não recusei desta vez... Agora sinto que isso pode me levar pra bem longe Tão longe quanto minha imaginação não pode chegar
Alto lá! Eu quero continuar vivendo, Mais ainda agora... Mesmo sabendo que o caminho é arriscado E o tombo pode ser maior...
Hoje eu recebi um convite Mas não recusei desta vez... Agora sinto que isso pode me levar pra bem longe Tão longe quanto minha imaginação não pode chegar
Ilusões... Ilusões... Ilusões... O mundo do lado de fora pode ser maior O mundo do lado de fora pode ser mehor
Hoje eu recebi um convite... Eu já escolhi... Não quero mais ilusões...
Ilusões... Ilusões... Ilusões...
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| Mais uma vez... |
| 04.10.05 (8:40 pm) [edit] |
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Talvez meu último post... e o mais informal possível! É incrível como essa "passagem" foi bem mais seca... muito menos textos, muito menos coisas escritas, muito menos vontade de me expressar escrevendo... Talvez o cansaço fisico e mental me deixasse nesse estado, escrevendo pouco por não sentir que isso me libertava mais... Talvez esse seja o meu último post...
Eu tenho um mundo só meu, onde tudo eh muito bom... onde as árvores são coloridas... cores fortes e agradáveis!
Mas existe um mundo lah fora que tenho que enfrentar... um mundo que é cinza... onde não ha muitas cores pra quem não as quer ver... eu não queria vê-las.. mas agora quero... e sei que há algum meio de encontrá-las...
Uma coisa revolucionável está para acontecer na minha vida... algo poderoso... algo do tamanho do universo, mas que está equilibrado na ponta de um alfinete... e depois do que vai acontecer, essa coisa enorme só pode cair pra dois lados: um da extrema felicidade e outro da extrema tristreza...
Não estou dizendo que não vai dar certo... não depende de mim agora... eu imagino coisas, mas elas podem ser diferentes no mundo real... eu imagino uma pessoa, mas ela pode não me imaginar... Eu criei uma história, com atores, cenário e até sonoplastia... Se era esse o seu objetivo -> Parabéns, vc conseguiu... volta e meia me pego pensando em vc... isso basta?
Mas tenho dúvidas... o que pode estar acontecendo na realidade?? Seria mais um de meus sonhos, mais uma de minhas imaginações que está saindo do meu mundo ideal?? Será que sou eu mesmo em quem ela está pensando agora?? Será que passei dos limites??
Mas uma coisa eu posso dizer... jah disse que não depende de mim agora... mas talvez dependa... quero falar com vc (isso se eu estiver certo)...
Talvez seja meu último post... tanto faz pra que lado o barco irá virar agora... a questão é: esse pode ser o ultimo acontecimento dessa minha passagem... espero que eu possa colorir a próxima árvore...
Como desfecho, se este for o caso, vou me despedir de mim mesmo... de minhas mágoas... do mundo material e do ideal... quero viver em um outro: o intermediário... não sei como ele é mas sinto que pode ser melhor do que não saber o limite do quanto sonhar com medo de ficar louco e perdido no mundo das idéias... louco eu ainda não estou, mas jah começo a me perder nesse mundo maravilhoso das coisas belas e perfeitas... a loucura serviria para que eu não soubesse que tudo não passa de uma farsa...
E então... cheguei a isso...
Estou no último degrau da escada, há uma porta a minha frente... estou cansado e machucado... com feridas abertas, com sangue escorrendo.. mas continuo respirando, lentamente... meu olhar é de tristeza, de medo, de ansiedade... mas não de desespero... estou olhando a porta e respirando... mas girarei a maçaneta... muito em breve... e suportarei o que tiver que ser suportado...
ass.: RR
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| A visão ainda está borrada |
| 02.27.05 (7:44 pm) [edit] |
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Ao tocar nessas teclas lembro-me de um sábio amigo que tinha uma opinião bem afirmada sobre o ato de escrever. Da facilidade dizia ele que "você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final", e é claro "no meio, coloca as idéias". Não pude notar, à primeira olhada, quanto formalismo existe nessa visão. Gostaria de pensar que não há uma regra para se escrever a menos que você necessite que outra pessoa entenda o escrito. Nesse caso, o ato de escrever ocuparia um patamar de dificuldade superior ao que o amigo o havia classificado. É fácil não seguir uma orientação pré-definida e jogar palavras e símbolos estranhos em um pedaço de papel, a dificuldade citada estaria na compreensão posterior. O ponto em que chego é uma teoria: mesmo que inconscientemente, obedecemos a certos padrões - sejam eles tecidos em nossa vivência/experiência de mundo ou desenvolvidos pela nossa complexa mente. Seria como se possuíssemos códigos e decodificadores. A memória visual indicaria o momento e o estado mental de um indivíduo, quando este revisse alguma anotação/rabisco feito sem uma formalidade, o que o levaria a resgatar suas lembranças e compreender um sentido para tais anotações - dá-se: código e decodificador. Mas não posso continuar a pensar no tema isolando-o a escrita. O mundo está repleto de formalidades que foram desenvolvidas ao decorrer da evolução humana, o que nos tornou uma sociedade relativamente organizada que somos hoje. Isso tende a expandir-se, o que pode ser claramente visualizado quando se considera o momento globalizando ao qual estamos inseridos. Esse momento não seria possível se não imperasse o capitalismo, ou no mínimo alguma ideologia semelhante. Eu condeno o citado e atual sistema, não posso negar os benefícios que o dito cujo trouxe à humanidade mas sob minha visão o mesmo resume-se como a maior doença que um dia a humanidade já pôde ter contraído. Essa história é uma linha, uma senoide, e estamos no topo da mesma. O capitalismo entrará em colapso! E a sociedade assistirá a uma reestruturação das formalidades e uma nova ideologia surgirá. É assim que imagino o mundo quando tento observá-lo como uma semente na palma de minha mão, e é aproximadamente assim que imagino o ser humano quando tento observá-lo como um grão de areia na palma de minha outra mão. As idéias, teorias, e crenças que o homem está sujeito estão numa linha semelhante a já citada, uma senoide. Chego a um novo ponto, uma teoria: o homem entra em colapso numa freqüência oscilante indefinida, que agrega emoções como catalisadores. Eu tento despir-me de tais catalisadores utilizando de um formalismo, um código exprimido em palavras, para que eu possa seguir uma linha o mais uniforme possível, um formalismo emocional. Mesmo que o ato de escrever não me seja o que há de mais simples, e que sua freqüência vem diminuindo com o passar dos dias, ainda assim busco nessas teclas o refúgio dos sentimentos que me cercam e cada vez menos os encontro. Posso acreditar que estou em uma fase mas pode ser que seja um mera transição.
ass.: RR
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| Cabeças Baixas (ensaio) |
| 01.23.05 (7:57 pm) [edit] |
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Quando abri os olhos a visão não me agradou vi pessoas anadando em filas organizadas todos iguais, de cabeças baixas
Não tinham face definida não pude ver nada particular nem um modo de andar, de se mexer eram todos iguais
eu pude sentir de repente eu estava ali e não consegui sair estava sendo levado minhas mãos estavam presas eram algemas verdes não pude encontrar nenhum reflexo meu não tinha sentidos não sabia do inicio nem do fim daquilo tudo só podia manter minha cabeça baixa e prosseguir
Eu quis lutar eu quis sair mas não era eu o dono de mim senti meus olhos fecharem eu desapareci
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| RR-II |
| 11.18.04 (5:25 pm) [edit] |
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Por que tem que haver esta linha, E meu dever em segui-la? Uma seqüência que não me agrada Pelo menos é o que vejo daqui
Não dá pra saber ao certo mas dá pra imaginar O que a matemática e suas probabilidades pode dizer Mas não sei se prefiro da certeza dos números Ou a incerteza que é a realidade
Porque não consigo encontrar a felicidade nisso? Todos encontram, ou apenas se iludem Não sei se isso tudo um dia pode me agradar Pelo menos é o que vejo daqui
Porque eu posso imaginar que nada disso é justo São algemas verdes, e não laços de fraternidade Eu quero me livrar desse sufocamento É ele que torna ainda mais desagradável a linha, a seqüência, o fim que vou chegar
Não posso ver direto mas posso imaginar A neblina continua Tomado por um suspiro trêmulo O medo aumenta
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| RR-I |
| 11.07.04 (6:19 pm) [edit] |
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É porque perco-me nas palavras Mundo sábio e intrigante das letras Pode ser esse, um dos tantos textos Que as idéias me lançaram fogo E suas cinzas sumiram com o nada
Ainda vejo apenas neblina Um som calmo, de um violão triste Faltam palavras, eu sei Elas saem... somem...
O caminho aqui está se enclinando Os pés maltratados, feridas abertas Sobras de outras caminhadas As pedras, antes pareciam navalhas Agora são escorregadias e traiçoeiras Basta um passo errado, e...
Mas ainda vejo apenas neblina Um som mais agitado, um violão gritante Fecho os olhos, e me vejo caído É este som que me levanta É este que me acolhe É este som que por mais que existam palavras Nunca se chegaria a um sentir semelhante
Nada como poder respirar aliviado Mesmo sabendo que nada sei sobre o amanhã Mas que sei que o caminho pode se enclinar ainda mais As pedras podem ficar mais escorregadias E a caminhada mais perigosa a cada passo E me encontrar caído, levantar e continuar É um ciclo, ainda não sei como quebrá-lo
A neblina continua Tomado por um suspiro trêmulo O medo aumenta
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| Será nunca mais? |
| 10.14.04 (12:17 am) [edit] |
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No passado fui tolo, Errei com você desde a primeira vez que nos vimos Queria poder ter te conhecido melhor Queria não ter corrido pra tão longe
Mas tudo passou e eu não vi Agora isso me corrói
Eu sei que talvez não devesse acontecer nada Que talvez nossos caminhos não se cruzem mais Que você pode nem se lembrar mais de mim Que o único que errou e se feriu nisso tudo fui eu
Mas tudo passou e eu não vi Eu mudei, mas o que importa?
Ahh... Como eu queria saber de você Mas tudo que tenho são imagens Passei da fase trovador e não me contento Queria dividir nossas alegrias e tristezas Queria te abraçar como eu vi em meus sonhos
Porque volto a pensar em você Essa é minha fraqueza? Já desisti tanto de você
Mas tudo passou e eu não vi Você se foi, mas não de mim
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| Um respirar meio fundo... |
| 10.01.04 (12:54 am) [edit] |
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Nascia mais uma luz. Talvez não fosse para estar aqui agora, já que ao amanhecer não pôde sentir o vermelho da vida, mas a Luz maior fez com que pudesse sentir. É humano sentir, não garanto que após a passagem, sentir seja uma característica, afinal aqui é o material, e sentir é material. Essa luz, ainda acesa, brilha como todas as outras e vai acabar, como todas as outras. Diziam-me que esta é a única certeza, mas tenho outras certezas... Certeza de que tudo é um grande mistério. Certeza de que sempre que um questionamento é explicado, outro maior surgirá. Certeza de que quanto mais pensamos, mais sofremos. Certeza de que tudo que escrevo aqui não muda em nada o caminhar natural das coisas. Então porque continuar? Porque caminhar se não se pode ver o caminho. Aquela luz, minha luz, poderia não estar aqui, mas está. Está em dúvida sobre seu próprio brilho, por vezes mais intenso, outras menos. Há um motivo. Tem que haver. Tenho que acreditar que há. Queria cegar-me dos sentimentos. Queria não enxergar certas coisas da vida. Queria poder caminhar sem olhar pra tras. Sou fraco e por Deus: NÃO quero servir de exemplo. Não quero que outras luzes ao meu redor sintam-se fracas. Só eu enxergo o quanto fortes elas são e peço luz para que consiga ao menos servir de alivio nos momentos mais difíceis, ou que pelo menos possa sentir o mesmo. Quero chegar ao final disso tudo. Quero sentir-me mais forte nas recaidas. Já dizia a sábia que ''Quando um homem abaixa a cabeça e diz: Perdi a esperança... Deus também abaixa a cabeça e diz: Perdi um homem...'' Não quero mais abaixar minha cabeça. Quero sentir, essa uma caracteristica que me foi dada, sentir o vento à minha face. Quero poder respirar fundo. Quero poder fechar os olhos e sentir paz e tranquilidade. E quero saber que todos também podem e sentem o mesmo. Porque não ficarei bem se você não ficar. E quero saber que tudo isso tem um propósito, e que no final estaremos bem, todos nós, todas as luzes.
ass.: RR
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| O despertar... |
| 09.13.04 (7:52 pm) [edit] |
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Tudo começou com uma grande explosão. Uma hora depois, grandes massas se juntaram formando formas esféricas, umas com energia em abundância, outras com insignificante quantidade. Mais uma hora se passou e uma luz brotou. Horas mais tarde a luz se fez duas, quatro, oito... No dia seguinte eram tantas que não se podia dizer com exatidão o valor de sua grandeza. Mas e a razão de tudo isso? Raza Raba.
Foi dada a oportunidade do pensar. Sou muito grato por isso e aprendi que só encontraremos nossas respostas sobre a vida vivendo-a. Sombras passadas foram necessárias. Elas passaram, tiveram que passar. Só entendi isso quando um sábio me despertou com uma história: "Um homem queria atravessar um rio, ele usou um barco e quando atravessou deixou o barco. Ele precisava do barco, mas agora ele não precisa mais."
Gostaria que tudo fosse alegria, amor, beleza, saúde... Mas não consigo driblar meus sentimentos... Não posso desligar meus sentidos.
Leitor, você acaba de entrar na minha mente. Não precisa saber quem sou ou o que sou. Saiba apenas que um nome poderia mudar sentimentos verdadeiros e só o que quero é falar o que sinto. Você pode muitas vezes não entender nada, mas saiba que nem todos os gritos dizem a mesma coisa. Quero poder desabafar. Quero poder passar alguma boa mensagem. Quero poder atravessar o rio mais uma vez mas sentindo-me curado de sombras passadas.
ass.: RR
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